Uma das minhas babas favoritas dos anos 90 foi Always do próprio Bon Jovi. Na primeira vez que assistir o clipe eu era garoto e por ser na época um pequeno artista, já que eu gostava muito de desenhar e também de pintar. Eu me identifiquei muito com o carinha artista plástica no clipe que consolava a garota, interpretada pela atriz Carla Gugino, no auge da sua beleza.
Bon começou sua carreira em 83 em plena efervescência da era pose em que os músicos eram conhecidos e chamados de rock stars. Egos inflados, limusines, contas bancarias gigantescas, hotéis destruídos e muita mulher também. Esse era meu sonho e de quase todos os moleques ligado a musica nós anos 80 a inícios dos 90, quando tudo isso foi saindo de moda para dá lugar ao grunge, um som sem frescura e sem gadisse. Jon chegou até a trabalhar em um estúdio de gravação em Manhattan antes de formar sua a banda em 83. Ganharam fama com o lançamento do álbum Slippery When Wet, um dos mais vendidos da historia do hard rock e que faz parte dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. É o cara tem carreira e historia para contar.
Bon Jovi passou por todo esses altos e baixos da vida de um rock star nós anos 80, mas sem se perder e sem deixar de amar sua esposa a Dorothea Hurley, que ele conheceu na Sayreville War Memorial High School em Nova Jersey e com quem está casado até hoje. Depois de ouvir Forever percebi que o álbum está longe de ser ruim. É pop, é country e não deixar de ser rock também; e de ter uma pegada levemente de Coldplay. O álbum por se só é leve, suave, quero dizer: Pra cima ou alto-astral! O único negativo é a voz do Bon Jovi que já não é mais a mesma. Fora isso Forever tem bons arranjos e uma produção decente. É o típico álbum que recomendo para fãs do cantor. Para quem curtiu e gostava do Bon Jovi desde dos anos 80/90. Bon Jovi: Forever é um álbum nota 6,5.