Um dos álbuns mais aguardados por mim em 2024 foi o novo trabalho de Dua Lipa. E não é para menos: Dua Lipa é simplesmente sensacional! Ela se destaca como uma das melhores artistas do pop mainstream na atualidade, brilhando em meio a tantas figuras sem o mesmo talento ou carisma.
Com influências claras do synthpop oitentista, entre outros elementos, Radical Optimism já começa forte com a faixa de abertura, "End Of An Era", uma música envolvente e impactante. Minha favorita de todo o álbum é "Houdini", mas "Whatcha Doing" também ganha destaque como uma canção pop irresistível, cativante e extremamente prazerosa de ouvir.
O álbum como um todo mantém uma qualidade sólida, consistente e madura. Nesse aspecto, acredito que seja até mais agradável e bem estruturado do que Hit Me Hard and Soft, de Billie Eilish – um trabalho que também gostei bastante. Gosto da Billie, principalmente pela forma como ela e seu irmão transformam suas vivências em composições marcantes. Contudo, Radical Optimism apresenta uma sonoridade mais firme e madura, o que se reflete na experiência de escuta. Afinal, Dua Lipa tem uma bagagem e influências que Billie ainda está desenvolvendo, sendo mais comparável a nomes como Lana Del Rey, mas com um toque ousado e criativo que vai do jazz à bossa nova misturado ao pop moderno. Já Dua Lipa, por outro lado, é a Kylie Minogue de sua geração, canalizando o auge de influências como Madonna e a própria Kylie, o que se evidencia ao longo do álbum.
Embora Radical Optimism não traga grandes inovações ou momentos extremamente ousados na carreira de Dua Lipa, ele reforça tudo o que a torna uma das artistas mais brilhantes de sua geração. É uma coleção de faixas impecavelmente produzidas, mesclando o melhor do synthpop com o pop dançante. A produção é de altíssima qualidade, valorizando cada detalhe das músicas, e por isso o álbum merecia ainda mais reconhecimento.
Mesmo sem ser revolucionário, Radical Optimism reafirma o brilho de Dua Lipa em meio a uma cena pop repleta de cantoras de talento duvidoso, para não dizer pseudoartistas. Minha nota para o álbum é 8,8 – um trabalho consistente, cativante e que reforça o status de Dua Lipa como uma das maiores artistas de sua geração.