sábado, 4 de abril de 2026

Cazuza: A Poesia que Desafiou o Tempo e Continua Viva

Se hoje ele estivesse aqui, o Brasil estaria em festa para comemorar os 68 anos de um dos nossos maiores poetas.
 
Nascido no Rio de Janeiro em 4 de abril de 1958, o nosso eterno Cazuza veio ao mundo para não passar despercebido. Ele não queria apenas cantar, ele queria sentir tudo no limite e traduzir o que a gente sente de um jeito exagerado e único. No começo dos anos oitenta, ele explodiu com o Barão Vermelho e mudou a cara do rock nacional com letras que misturavam amor e rebeldia.

Depois, na carreira solo, ele provou que era um gênio da composição. Falava de política, de paixão e da vida real sem nenhum filtro. Músicas como Exagerado e Ideologia viraram hinos que todo mundo sabe cantar até hoje.
 
Mas a história dele também foi de muita coragem. Quando descobriu que estava com o vírus do HIV, em uma época de muito preconceito, ele não se escondeu. Deu o rosto para bater e continuou criando arte até o último segundo, mostrando que a vida deve ser vivida com intensidade.

O legado do Cazuza é eterno porque ele ensinou que a gente precisa ter coragem para ser quem é. Mesmo partindo aos trinta e dois anos, ele deixou um arquivo de sentimentos que atravessa gerações.
Hoje, a gente percebe que o tempo não para, mas a poesia dele é imortal. Ele continua sendo aquele garoto que queria mudar o país e que, através das suas canções, ficou para sempre na nossa memória.

sábado, 11 de outubro de 2025

2025: O Fim da MTV - Uma Era Que Já Havia Acabado Há Anos

Após décadas marcando gerações com música, irreverência e cultura pop, a MTV encerrará definitivamente suas transmissões no Brasil em 31 de dezembro de 2025. O anúncio faz parte de uma reestruturação global da Paramount, que também prevê o fim dos canais Nickelodeon, Comedy Central e outros em mercados como o Reino Unido. A decisão encerra oficialmente uma história que começou no país em 1990 e ajudou a moldar o gosto musical e o comportamento de milhões de jovens brasileiros.

Até que enfim a MTV vai poder descansar em paz. Uma era que já havia acabado há muito tempo. A emissora deixou de ser aquele espaço que respirava cultura, humor e música, para se tornar vitrine de realities de pegação e programas genéricos. A MTV foi super importante para minha juventude. Comecei a assisti-la por volta de 1996, e desde então se tornou minha emissora favorita. Uma das coisas que eu mais gostava de fazer em casa, além de jogar videogame e soltar pipa, era assistir aos videoclipes na tela da TV. Foi assim que conheci artistas incríveis, bandas e músicos geniais — experiências que contribuíram muito para minha formação musical.

Durante os anos 1990 e 2000, a MTV Brasil foi sinônimo de inovação, irreverência e juventude. Revelou apresentadores carismáticos como Cazé Peçanha, Marina Person, João Gordo, Didi Wagner, Marcos Mion e Sabrina Parlatore, além de programas icônicos como Disk MTV, Piores Clipes do Mundo, VJ por um Dia e MTV Rockgol. Era um canal que formava opinião, lançava tendências e apresentava novas sonoridades, servindo como ponte entre o público jovem e o universo musical do Brasil e do mundo.

Com o avanço da internet e o surgimento de plataformas como o YouTube e as redes sociais, o público passou a consumir música e entretenimento de outras formas. A MTV, que um dia foi o coração pulsante da cultura jovem, acabou perdendo o protagonismo — e, aos poucos, sua própria identidade.

O encerramento do canal em 2025 não representa apenas o fim de uma emissora, mas o adeus definitivo a uma geração que cresceu ao som e à estética da MTV. Um capítulo importante da televisão e da cultura pop brasileira chega ao fim, deixando como herança uma trilha sonora inesquecível e o sentimento nostálgico de quem viveu a época em que ligar a TV era também abrir uma janela para o mundo da música e da criatividade.

 

sexta-feira, 10 de outubro de 2025

Lobão Afirma Que o Metal se Afastou do Blues - Metal Branco Demais?

O roqueiro Lobão voltou a causar polêmica ao criticar o heavy metal em uma recente entrevista. O músico afirmou que o gênero seria uma “m*rda”, comparando-o ao sertanejo e apontando que o metal teria perdido a essência negra e blues que deu origem ao rock. A fala rapidamente gerou repercussão e dividiu opiniões entre fãs e artistas.

Segundo Lobão, o metal “se tornou uma caricatura de si mesmo”, afastando-se de suas raízes culturais e rítmicas. Ele ainda criticou bandas consagradas como o Iron Maiden, classificando o som como “acelerado e sem swing”, algo que, segundo ele, tiraria a alma do rock.

Mas será que ele tem razão?

🧠 O debate sobre a perda da negritude e o som nórdico do metal

Nos anos 60 e 70, o rock era fortemente ligado ao blues, gênero de origem afro-americana. Bandas como Black SabbathDeep Purple e Led Zeppelin — ainda que britânicas — traziam essa influência na alma e nas progressões harmônicas. Com o passar do tempo, o metal começou a trilhar caminhos mais sombrios, épicos e europeus, o black metal norueguês é um bom exemplo de estilo que se distanciou quase por completo da herança do blues. 

Concordo e discordo. Sobre a perda da negritude do rock para se tornar algo mais nórdico ou europeu, é fato que bandas como Black Sabbath e Deep Purple ainda carregavam fortemente a influência do blues, a essência negra do rock. Esse afastamento, no entanto, não determina se o som é bom ou ruim.

O metal, principalmente em suas vertentes mais pesadas — como o black metal norueguês — realmente tem pouquíssima influência do blues. Mas não vejo isso como um problema. Eu mesmo gosto muito da mitologia nórdica e da Escandinávia; se o som é bom, vou gostar, independente da origem.

Outra coisa que o Lobão comenta é não gostar da aceleração típica do metal. Já eu curto isso no rock em geral, embora também aprecie sons mais lentos, progressivos ou psicodélicos.

De fato, o rock acabou se tornando mais branco que negro, mesmo que muitas bandas ainda preservassem a influência negra original. Costumo até brincar dizendo que o início da “branquitude intelectualizada” do rock veio com Dylan, Lennon, Clapton e toda aquela geração da virada dos anos 50 para os 60 — mas nem por isso eles deixaram de lado as raízes negras do blues.

 



 

quinta-feira, 9 de outubro de 2025

Toni Garrido muda letra de “Girassol”, gera polêmica e é criticado por “destruir a poesia” da canção

A recente decisão de Toni Garrido de alterar a letra da clássica música “Girassol”, do Cidade Negra, dividiu fãs, reacendeu o debate sobre revisionismo cultural e gerou desconforto até entre os próprios compositores da canção.

Durante apresentação no programa Altas Horas, o cantor substituiu o verso original —

“Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de um menino”

— por uma nova versão:

“Já que pra ser homem tem que ter a grandeza de uma menina, de uma mulher.”

Segundo Garrido, a mudança foi motivada por considerar o trecho antigo “machista”. Em suas redes sociais, o artista afirmou:

“As músicas precisam dialogar com o tempo em que são cantadas. Eu quis que a letra representasse melhor o que acredito hoje.”


Reação do coautor e críticas do público

A alteração provocou forte repercussão. Da Ghama, coautor de Girassol, criticou a atitude de Garrido e afirmou ter se sentido “altamente desrespeitado como compositor”. Ele explicou que o verso original não tinha conotação machista, mas simbólica — exaltando a pureza e a simplicidade do olhar infantil.

“O verso fala da grandeza do menino como símbolo de pureza, não de gênero. Nunca houve intenção de exaltar o homem ou diminuir a mulher”, explicou Da Ghama.

Nas redes sociais, o debate se intensificou. Muitos fãs afirmaram que a nova versão “descaracteriza a essência poética da música” e que a modificação soa forçada, tentando adequar uma obra dos anos 1990 a discursos atuais.


A crítica: quando o discurso supera a arte

A controvérsia revela um ponto sensível da cultura contemporânea — o risco de revisar obras antigas com base em agendas ideológicas atuais, sacrificando sua poesia original.

Como apontam alguns ouvintes, Girassol era uma canção que tocava fundo nas rádios e nas memórias, especialmente pela força simbólica daquele verso. A imagem do “menino” remetia à inocência, pureza e esperança, valores universais que ultrapassam gênero.

Em uma análise crítica, a alteração proposta por Garrido quebra esse equilíbrio poético, transformando um símbolo humano em uma afirmação política. O mesmo valor lírico existiria, por exemplo, se fosse o inverso:

“Já que pra ser mulher tem que ter a grandeza de uma menina, de uma menina.”

Nesse caso, a pureza feminina seria exaltada de forma natural, sem necessidade de contraste entre gêneros.

Mas se alguém alterasse esse verso para:

“Já que pra ser mulher tem que ter a grandeza de um menino, de um homem” —

provavelmente o resultado seria visto como ofensivo. O efeito é o mesmo: a inversão do símbolo destrói a neutralidade poética que tornava a canção tão tocante.


Quando a mensagem ofusca a arte

A atitude de Toni Garrido parece vir de boa intenção — querer atualizar uma letra para refletir novos valores. Mas, ao fazer isso, ele acabou apagando parte da beleza atemporal que a obra carregava.

Ao tentar “corrigir” um verso que nunca precisou de correção, o cantor acabou transformando uma mensagem universal sobre pureza e humanidade em um manifesto datado, que divide em vez de unir.

Talvez Girassol não precisasse de uma nova interpretação, apenas de ser cantada como sempre foi: uma poesia sobre o que há de mais simples e verdadeiro nas pessoas — independente de gênero.


Conclusão

A mudança feita por Toni Garrido abriu um debate legítimo sobre liberdade artística e revisão cultural. Mas também deixou uma lição: nem tudo que é antigo precisa ser reescrito. Algumas letras, como Girassol, já nasceram com a pureza de um símbolo universal — e alterar isso é como mexer nas raízes de uma flor que floresce há décadas no coração de quem ouve.



 

terça-feira, 22 de julho de 2025

Ozzy Osbourne: Vaiya com Dios!!! Minha Homenagem Ao Eterno Príncipe das Trevas


🖤Homenagem ao Eterno Príncipe das Trevas – Ozzy Osbourne🕯️

Notícia triste para fãs de rock, de heavy metal e de música em geral ao redor do mundo. Ozzy Osbourne — uma lenda viva do heavy metal, até então — nos deixa neste dia 22/07/2025. Ozzy certamente foi uma influência marcante para muitos que vieram depois, principalmente no estilo de vida rockstar.

Foi um completo porra-louca, antes e depois da fama. Quem já leu as loucuras do “mestrão” sabe bem do que estou falando. Em 2003 — embora pareça que foi ontem — Ozzy foi vítima de um grave acidente com seu quadriciclo, que resultou em várias fraturas pelo corpo e complicações sérias em sua saúde. Em 2019, a situação se agravou ainda mais, com outro acidente, desta vez doméstico, que reacendeu as consequências do acidente anterior e o fez adiar ou cancelar turnês.

Os abalos na saúde de Ozzy — que também foi diagnosticado com Parkinson — não foram apenas causados pelos excessos e loucuras típicas de uma vida de rockstar, mas também pelos diversos acidentes ao longo de sua trajetória. Dono de uma voz marcante, da qual sempre gostei. Pode não ter sido um cantor tão técnico quanto Ronnie James Dio — outra lenda, unanimidade entre os fãs do gênero quando o assunto era vocal — mas bastava ouvir sua voz para saber de quem se tratava. Muitos ainda atribuem à fase clássica com Ozzy as melhores composições do Sabbath.

Ozzy deixa um legado eternizado em sua carreira, seja solo ou com o Black Sabbath — banda que ajudou a fundar e com a qual reinventou o rock. Foi um verdadeiro megastar, marcando até mesmo a cultura pop com participações icônicas, como no divertido filme Little Nicky – Um Diabo Diferente (2000), estrelado por Adam Sandler.

Foi incrível que a lendária reunião da banda com sua formação original tenha acontecido ainda em vida, no festival Back to the Beginning, que reuniu diversas bandas e rockstars. Ele se mostrava feliz, e teve até a chance de conhecer artistas que nunca tinha cruzado pessoalmente, como foi o caso do Axl Rose.

Fica registrada minha homenagem ao eterno Príncipe das Trevas.
Vaya con Dios, Ozzy! 🖤🤘




 


segunda-feira, 7 de julho de 2025

Cazuza: Há 35 Anos, o Poeta Saía de Cena

07 de julho de 2025: há 35 anos, Cazuza se despedia da música brasileira. Mas deixava para sempre um legado memorável — eterno — como um dos maiores letristas de sua geração. Apaixonado não só pelo rock, mas também pelo próprio país e pela boa música brasileira.

Cazuza cresceu em um ambiente musical privilegiado, recebendo em casa grandes nomes da nossa música. Isso graças ao seu pai, João Araújo, que foi empresário e produtor musical de artistas icônicos. João faleceu em 30 de novembro de 2013, mas sua influência foi decisiva para a formação artística do filho.

No início dos anos 80, Cazuza entrou para o Barão Vermelho, participando dos dois primeiros álbuns da banda e contribuindo com seu talento para escrever letras marcantes. Entre 1981 e 1985, foi o principal letrista do grupo, tendo Frejat como parceiro musical inseparável.

Juntos, eram uma verdadeira fábrica de hits — uma dupla criativa e afinada, comparada por muitos a Lennon e McCartney, em versão brasileira. Mas Cazuza também amava Cartola, Dolores Duran e Noel Rosa tanto quanto idolatrava Stones, Hendrix e Janis Joplin. Queria novos ares — e assim veio seu amadurecimento artístico. Saiu do Barão porque desejava cantar MPB, bossa nova e samba. A saída da banda, no entanto, não marcou o fim da parceria com Frejat, que durou até sua morte, em 1990, vítima do HIV.

A doença mudou profundamente sua visão de mundo. Ele mesmo afirmou em entrevistas que deixou de ser cético e passou a ter fé — uma espiritualidade pessoal, sem rótulo religioso, mas cheia de respeito pelas crenças dos outros. Disse que a doença lhe deu fé. Antes, se considerava agnóstico, até ateu. Também passou a aceitar seu nome de batismo — Agenor — ao descobrir que Cartola, seu compositor favorito, também se chamava Agenor.

Sua fase no Barão Vermelho carregava brasilidade e malandragem carioca, mas foi curta. Como ele mesmo dizia: “Sou mais velho, mais louco e mais boêmio.” A banda sentiu sua ausência, mas conseguiu seguir seu caminho. Já na carreira solo, Cazuza lançou diversos sucessos — o primeiro deles foi Exagerado, que também nomeou seu álbum de estreia em 1985.

"Não me considero um cantor. Não passo de um letrista que canta", disse certa vez. Outro sucesso marcante foi Brasil, inspirado, segundo ele, por uma "inveja criativa" da música Que País é Esse, de Renato Russo — que, por sua vez, prestaria homenagem a Cazuza após sua morte.

Ao lado de nomes como Renato Russo, Júlio Barroso (Gang 90), Lobão, Arnaldo Antunes, entre outros, Cazuza foi um dos maiores talentos de sua geração. Sua poesia, rebeldia, loucura, genialidade e coragem diante do HIV — que naquela época era quase uma sentença de morte — marcaram uma era.

35 anos depois, seu legado segue vivo. Enquanto houver Brasil, haverá Cazuza.




 

sábado, 5 de julho de 2025

Black Sabbath: A Desperdida de Uma Banda Lendaria

Em 5 de julho de 2025, o mundo assistiu ao último ato de uma lenda — o adeus definitivo de Black Sabbath e Ozzy Osbourne. Um capítulo inesquecível do rock foi encerrado no épico festival Back to the Beginning.


Poucos nomes na história da música carregam tanto peso quanto o Black Sabbath. E neste 5 de julho de 2025, os deuses do metal baixaram o pano pela última vez. Com um show histórico no festival Back to the Beginning, a banda que moldou o heavy metal se despediu dos palcos — junto com o icônico Ozzy Osbourne, que também anunciou o fim de sua carreira solo.

O festival reuniu gigantes como Metallica, Guns N’ Roses, Alice in Chains e Steven Tyler, todos prestando tributo à banda que mudou para sempre o rumo do rock. Foi um momento de emoção, reverência e celebração da jornada de um grupo que nasceu no subúrbio industrial de Birmingham e conquistou o mundo.


☮️ Paz, Amor... e a Sombra do Sabbath

Nos anos 60, enquanto o mundo girava em torno da utopia hippie, psicodelia, flores e protestos, quatro jovens britânicos seguiam na direção oposta. Inspirados pelo terror cotidiano da vida real — guerras, pobreza, desilusão — Ozzy Osbourne (vocal), Tony Iommi (guitarra), Geezer Butler (baixo) e Bill Ward (bateria) fundaram o Black Sabbath.

O nome veio de um obscuro filme de 1963. Mas a sonoridade, densa e sombria, nasceu da realidade crua das ruas e da alma perturbada da juventude da época. Com letras que falavam de morte, loucura, ocultismo e apocalipse, o Sabbath ofereceu ao mundo uma nova linguagem sonora: o heavy metal.


⚙️ A Criação de um Gênero

O Sabbath não apenas ajudou a definir o metal — eles o criaram. Suas guitarras pesadas, afinações graves, atmosfera sombria e letras intensas se tornaram a base para todas as vertentes que viriam depois: doom, thrash, black, death, stoner e muito mais. E não só o metal — até o punk rock deve parte de sua estética sombria e crua à rebeldia do Sabbath.


👑 Ozzy: Virou Lenda

Ozzy Osbourne queria ser um Beatle. Assim como muitos jovens britânicos dos anos 60, sonhava em viver de música e alcançar o estrelato. E conseguiu — mas à sua maneira. Com uma voz inconfundível e uma personalidade marcante, Ozzy se tornou um símbolo do metal, tanto com o Sabbath quanto em carreira solo, eternizando álbuns como Blizzard of Ozz, No More Tears e tantos outros.

Hoje, ao se despedir definitivamente dos palcos, Ozzy deixa um legado tão grande quanto o da própria banda.


🔥 O Legado Éterno

O Black Sabbath encerra suas atividades, mas o impacto deixado por seus riffs, letras e atitude continuará a ecoar pelas próximas gerações. Seu som moldou não apenas um estilo musical, mas uma cultura — de resistência, intensidade e verdade.

Neste adeus, não há tristeza. Há reverência. O Sabbath sai de cena como entrou: pesado, sombrio e inesquecível.


🎧 Que este legado sirva de inspiração para as novas gerações do rock. O mundo pode mudar, mas o peso do Sabbath é eterno.


 

sábado, 28 de junho de 2025

Raul Seixas faria 80 anos: o maior intelectual do rock brasileiro

Em 2025, Raul Seixas completaria 80 anos. E não há como negar: Raul é, sem dúvida, a mente mais brilhante que o rock nacional já produziu. Visionário, inquieto, irreverente, Raul não foi apenas um músico — foi um filósofo de guitarra em punho, um poeta com um pé na Bahia e outro no cosmos, um profeta do absurdo que transformou a música brasileira para sempre.

Raul começou sua trajetória influenciado por Elvis Presley, nos tempos de juventude em Salvador. Mais tarde, a chegada dos Beatles expandiria seus horizontes ainda mais, e ele formaria Rauzito e os Panteras, banda essencial para os primeiros passos do rock no Brasil. Mas foi quando assumiu sua identidade solo, já na década de 70, que Raul fincou seu nome na eternidade musical.

Conhecido popularmente como o Rei do Rock Brasileiro, Raul foi muito além de um título simbólico. Ele foi o nosso John Lennon, nosso Bob Dylan, usando a música como veículo para mensagens profundas, críticas sociais, questionamentos existenciais e até mesmo provocações espirituais. Suas letras transitavam entre o filosófico, o esotérico, o anárquico e o absolutamente humano. Misturava misticismo com rebeldia, poesia com caos, algo herdado claramente do espírito da geração beat e do movimento hippie, que tanto o influenciaram.

Raul não apenas cantava: ele filosofava em forma de rock. E mesmo com toda sua carga intelectual e espiritual, ele nunca deixou de ser popular. Ele dialogava com o povo, falava sobre liberdade, amor, loucura e sociedade com a mesma facilidade com que criava hinos atemporais.

Uma das primeiras músicas que ouvi de Raul foi “Maluco Beleza”, sucesso nas rádios aqui em Salvador. Eu me identificava demais com aquilo. Lembro também do clipe, que vez ou outra aparecia na TV, e que foi ao ar pela primeira vez em 1977 no Fantástico. Aquela canção, ao mesmo tempo simples e profunda, resume muito bem o espírito de Raul: um louco, sim, mas um louco consciente, um observador do mundo com olhos de poeta e alma de revolucionário.

Hoje, ao lembrar de Raul aos 80 anos, é impossível não sentir saudade. Mas mais que isso: sentimos gratidão. Raul deixou um legado imenso e eterno, que não pertence apenas ao rock brasileiro, mas a toda a música nacional. Ele não foi apenas um artista, foi uma era, um movimento, uma mente brilhante que jamais será esquecida.

Viva Raul. Viva a liberdade. Viva o brasileiro. 

 

segunda-feira, 23 de dezembro de 2024

Dua Lipa: Radical Optimism (2024) e Billie Eilish no Pop Mainstream

Um dos álbuns mais aguardados por mim em 2024 foi o novo trabalho de Dua Lipa. E não é para menos: Dua Lipa é simplesmente sensacional! Ela se destaca como uma das melhores artistas do pop mainstream na atualidade, brilhando em meio a tantas figuras sem o mesmo talento ou carisma.

Com influências claras do synthpop oitentista, entre outros elementos, Radical Optimism já começa forte com a faixa de abertura, "End Of An Era", uma música envolvente e impactante. Minha favorita de todo o álbum é "Houdini", mas "Whatcha Doing" também ganha destaque como uma canção pop irresistível, cativante e extremamente prazerosa de ouvir.

O álbum como um todo mantém uma qualidade sólida, consistente e madura. Nesse aspecto, acredito que seja até mais agradável e bem estruturado do que Hit Me Hard and Soft, de Billie Eilish – um trabalho que também gostei bastante. Gosto da Billie, principalmente pela forma como ela e seu irmão transformam suas vivências em composições marcantes. Contudo, Radical Optimism apresenta uma sonoridade mais firme e madura, o que se reflete na experiência de escuta. Afinal, Dua Lipa tem uma bagagem e influências que Billie ainda está desenvolvendo, sendo mais comparável a nomes como Lana Del Rey, mas com um toque ousado e criativo que vai do jazz à bossa nova misturado ao pop moderno. Já Dua Lipa, por outro lado, é a Kylie Minogue de sua geração, canalizando o auge de influências como Madonna e a própria Kylie, o que se evidencia ao longo do álbum.

Embora Radical Optimism não traga grandes inovações ou momentos extremamente ousados na carreira de Dua Lipa, ele reforça tudo o que a torna uma das artistas mais brilhantes de sua geração. É uma coleção de faixas impecavelmente produzidas, mesclando o melhor do synthpop com o pop dançante. A produção é de altíssima qualidade, valorizando cada detalhe das músicas, e por isso o álbum merecia ainda mais reconhecimento.

Mesmo sem ser revolucionário, Radical Optimism reafirma o brilho de Dua Lipa em meio a uma cena pop repleta de cantoras de talento duvidoso, para não dizer pseudoartistas. Minha nota para o álbum é 8,8 – um trabalho consistente, cativante e que reforça o status de Dua Lipa como uma das maiores artistas de sua geração.

 

segunda-feira, 2 de dezembro de 2024

Linkin Park: From Zero – O Tão Esperado Álbum da Banda E Gostei!

Finalmente foi lançado o tão esperado From Zero, o oitavo álbum do Linkin Park e o primeiro trabalho inédito desde o falecimento do icônico vocalista Chester Bennington, em 2017. Na época de One More Light, tanto a banda quanto Chester viviam bons momentos com o retorno aos palcos, após um período de pausa. Com From Zero, o Linkin Park demonstra que, mesmo em uma nova fase, não se afastou drasticamente de suas origens.

Enquanto a formação clássica com Chester explorava cada vez mais sonoridades eletrônicas e pop, este novo capítulo apresenta Emily Armstrong como a nova frontwoman da banda. Emily é uma vocalista excepcional e traz uma força notável ao grupo. Seus vocais lembram, em parte, os "drivers" emotivos e intensos de Chester, o que ajuda a manter um senso de continuidade e autenticidade. A banda retorna às suas raízes do Nu Metal, afastando-se um pouco da pegada pop e eletrônica que marcou os últimos trabalhos com Chester, como One More Light, e investindo em um som mais pesado e focado no rock.

O álbum resgata o impacto visceral do instrumental mais pesado, mesclado com o lado emocional característico da banda. Essa volta às origens, mais conectada ao rock e ao Nu Metal, resolve uma das críticas frequentes ao período final da banda com Chester, que era vista como mais distante de seu som inicial. Essa reconexão é um dos pontos altos de From Zero.

Entre as faixas, Over Each Other já se destaca como a favorita deste álbum, enquanto a introdução From Zero abre o disco com intensidade. O restante do álbum segue as características marcantes do auge do Nu Metal, com canções que equilibram peso, rap e influências eletrônicas de forma orgânica. A identidade da banda permanece viva, e o álbum consegue dialogar tanto com o passado quanto com o presente.

Outro aspecto positivo de From Zero é sua capacidade de diversificar um mercado musical que, para muitos, perdeu a qualidade tanto em composições quanto em produções. Em um cenário dominado por tendências passageiras, o Linkin Park mostra que ainda é possível oferecer algo relevante e sólido. Além disso, o álbum pode servir como porta de entrada para as gerações mais jovens – especialmente as gerações Z e a tal Alfa – para explorarem o rock de forma mais profunda; e ouvir coisas mais clássicas.

Com uma produção sólida, From Zero marca um retorno digno de uma das maiores bandas da geração Nu Metal. Apesar de não ser um trabalho revolucionário, é um álbum consistente que reintroduz o Linkin Park com força e autenticidade. Nota: 7,7.



segunda-feira, 21 de outubro de 2024

Meu Adeus a Uma Lenda do Rock: Vaya con Dios, Paul Di'Anno!!!

Não era de hoje que Paul Di'Anno enfrentava problemas de saúde devido aos excessos típicos da vida de uma estrela do rock. Ele fez parte da formação clássica do Iron Maiden, trazendo uma forte influência do punk rock para a banda. Com sua voz marcante e presença de palco, Di'Anno ajudou a estrear o Iron Maiden com o álbum homônimo de 1980 e, no ano seguinte, foi lançado "Killers", ambos os álbuns com sua participação. 

Ele permaneceu até ser substituído por Bruce Dickinson. A carreira de Paul foi longa e diversificada, incluindo projetos solo e colaborações com bandas como Battlezone e Killers. Paul Di'Anno teve forte ligação com o Brasil, chegando a morar por aqui e se apresentando em várias cidades brasileiras. Ele até formou uma banda chamada RockFellas em 2008, que incluía membros de bandas brasileiras conhecidas como Raimundos, Charlie Brown Jr. e Sepultura. 

Ele também fez parte de um projeto chamado Nomad, que contava com músicos brasileiros. Di’Anno sempre mencionou o Brasil como sua segunda casa e tinha uma grande afinidade com o Corinthians, chegando a se tornar sócio da torcida organizada Gaviões da Fiel. Embora Paul Di'Anno tenha partido, seu legado é imenso, não apenas para o heavy metal, mas para todo o rock. Fica aqui registrada minha homenagem. Vaya con Dios, Paul Di'Anno!!!

quarta-feira, 9 de outubro de 2024

John Lennon: 84 Anos de Música, Revolução e Legado de Paz

John Lennon: Na Minha Vida

84 anos do maior músico do século XX e o mais influente. A primeira vez que ouvi falar de Lennon foi no sensacional Curtindo a Vida Adoidado, de 1986, no início dos anos 90. Curioso desde criança, perguntei à minha mãe quem era Lennon. Ela respondeu que foi um homem bom que foi assassinado. Naquele momento, mesmo muito pequeno, parece que senti de alguma forma o impacto e a importância que Lennon teve na vida de muitas pessoas.

Anos depois, assistindo à saudosa e musical MTV dos anos 90, conheci os Beatles. Lembro de uma entrevista de Kurt Cobain, onde ele dizia que seu maior ídolo era John Lennon. Na época, se alguém me fizesse a mesma pergunta, eu diria que meu ídolo era o Kurt.

John Lennon: 84 Anos de Revolução Musical e Cultural

Em 9 de outubro de 1940, nascia John Lennon, uma das figuras mais icônicas e influentes da música do século XX. Ao longo de sua vida, Lennon não apenas redefiniu o rock com poesia e profundidade, mas também se tornou um símbolo de paz e ativismo social, deixando um legado que ressoa até hoje.

A Revolução do Rock

Lennon ganhou fama mundial como cofundador dos Beatles, a banda que transformou o cenário musical na década de 1960. Com suas melodias cativantes e letras poéticas, os Beatles não apenas dominaram as paradas, mas também influenciaram gerações. Quase todo musico queria ser um Beatles. Músicas como Help!, All You Need Is Love e Imagine não só ficaram eternizadas na história do rock, mas também refletiram o espírito de uma época marcada por mudanças sociais e políticas.

Inovação Musical

O impacto de Lennon vai além de suas contribuições com os Beatles. Em sua carreira solo, ele experimentou diferentes estilos e sonoridades, abrindo caminho para o rock alternativo e outros gêneros. Álbuns como Plastic Ono Band e Imagine demonstraram sua habilidade em combinar questões pessoais com preocupações sociais, estabelecendo um novo padrão para a música pop e rock.

Ativismo e Legado

Além de sua música, Lennon se destacou como um ativista. Seu forte compromisso com a paz, especialmente durante a Guerra do Vietnã, fez dele uma voz poderosa contra a injustiça. O famoso Bed-In for Peace com Yoko Ono, por exemplo, simbolizou sua luta por um mundo melhor e mais justo.

O Maior Músico do Século XX

A combinação de talento musical, inovação e ativismo social solidifica Lennon como uma das figuras mais importantes do século XX. Sua influência se estende a músicos contemporâneos e artistas de diversas áreas, que continuam a se inspirar em seu trabalho e filosofia.

Conclusão

Ao celebrarmos os 84 anos de John Lennon, é essencial lembrar que sua música e mensagem de paz ainda ecoam fortemente no mundo atual. Lennon não foi apenas um ícone do rock; ele foi um verdadeiro revolucionário que usou sua arte para provocar mudanças e inspirar milhões. Seu legado, portanto, permanece indelével na história da música e na luta por um mundo melhor.


 

segunda-feira, 17 de junho de 2024

Bon Jovi e Forever - Um Álbum Para Fã!

Depois que o Regis falou tanto mal do álbum em seu canal no Youtube, eu resolvi baixar um FLAC do novo álbum do Bon Jovi, intitulado de Forever. Quem que viveu os anos 80 e 90 não se lembra de Bon Jovi? Que tanto marcou o inicio os anos 80 com sua musicas. principalmente através de suas baladas românticas, country e alguns rocks... E que na década seguinte soube se reinventar e continuar na ativa. 

Uma das minhas babas favoritas dos anos 90 foi Always do próprio Bon Jovi. Na primeira vez que assistir o clipe eu era garoto e por ser na época um pequeno artista, já que eu gostava muito de desenhar e também de pintar. Eu me identifiquei muito com o carinha artista plástica no clipe que consolava a garota, interpretada pela atriz Carla Gugino, no auge da sua beleza.

Bon começou sua carreira em 83 em plena efervescência da era pose em que os músicos eram conhecidos e chamados de rock stars. Egos inflados, limusines, contas bancarias gigantescas, hotéis destruídos e muita mulher também. Esse era meu sonho e de quase todos os moleques ligado a musica nós anos 80 a inícios dos 90, quando tudo isso foi saindo de moda para dá lugar ao grunge, um som sem frescura e sem gadisse. Jon chegou até a trabalhar em um estúdio de gravação em Manhattan antes de formar sua a banda em 83. Ganharam fama com o lançamento do álbum Slippery When Wet, um dos mais vendidos da historia do hard rock e que faz parte dos 200 álbuns definitivos no Rock and Roll Hall of Fame. É o cara tem carreira e historia para contar.

Bon Jovi passou por todo esses altos e baixos da vida de um rock star nós anos 80, mas sem se perder e sem deixar de amar sua esposa a Dorothea Hurley, que ele conheceu na Sayreville War Memorial High School em Nova Jersey e com quem está casado até hoje. Depois de ouvir Forever percebi que o álbum está longe de ser ruim. É pop, é country e não deixar de ser rock também; e de ter uma pegada levemente de Coldplay. O álbum por se só é leve, suave, quero dizer: Pra cima ou alto-astral! O único negativo é a voz do Bon Jovi que já não é mais a mesma. Fora isso Forever tem bons arranjos e uma produção decente. É o típico álbum que recomendo para fãs do cantor. Para quem curtiu e gostava do Bon Jovi desde dos anos 80/90. Bon Jovi: Forever é um álbum nota 6,5. 
 

sexta-feira, 31 de maio de 2024

Billie Eilish e Hit Me Hard and Soft - Um Álbum Solido e Brilhantemente POP

Hit Me Hard and Solf já é um dos melhores álbuns pop do ano e não seria exagero dizer que poder ser o melhor. É simplesmente pop e na sua mais brilhante definição. É solido e bem produzido com faixas repletas de influência que a Billie traz em seu som seja indie, pop, eletrônico, tá tudo aqui até mesmo algo mais dance e por quer não Lana Del Rey, uma das fortes influencia da Billie Eilish.

Não é de hoje que essa guria já deixou marcada a sua influencia na indústria musical, mas agora consolida ainda mais isso com esse novo álbum. O que mais me surpreende na Billie é a idade. Apesar de ser tão nova ela já conquistou tanto na indústria da musica. E mesmo com tão pouca idade já era considerada uma das artistas mais importantes da atualidade e dá sua geração. 

Muito disso vem do seu contato com seu irmão mais velho que na época quando ela começou a cantar com seus 11 anos, ele já escrevia e tocava, além de já criar as suas própria canções ou composições. Billie também fez parte de coro infantil na cidade de Los Angeles, então não é apenas dom que é essa guria tem, mas também boas influencia que é o que todo artista notável tem. Hit Me Hard and Soft tem boas melodias como a faixa Wildflower, trazendo boa dose de violão, além da suavidade dos vocais da Billie, mas a faixa que mais gostei foi Birds of A Feather, essa canção é maravilhosa com ótimas batidas e melodia. Birds of A Feather soa suave e gostosa de se ouvir, sendo o tipo de canção que eu levaria pra ouvir em qualquer lugar. E a The Greatest foi uma faixa que me surpreendeu pela intensidade transitando do soava pra um vocal mais estridente e intenso da Billie, acompanhado da ótima produção da faixa. Seu irmão Finneas é o produtor do álbum e contribuiu como musico também dando mais vida as canções do álbum. Finneas vem sendo produto e co-autor de musicas junto com sua irmã, Billie Eilish. 

A alguns anos que eu tinha deixado de ouvir musica pop e voltado a mais ou menos 3 anos atras principalmente graça ao filme Free Guy de 2021, que trazia em sua trilha o hit: "Fantasy" de Mariah. Aquilo me fez querer saber o que de legal estava tendo na música pop nos dias atuais. E a primeira vez que ouvir falar na Billie foi devido a sua homenagem a musica antiga como: Jazz, a Bossa Nova e a artistas como Tom Jobim. Tom é dos meus artistas nacionais favorito. E a minha reação foi de curisidade como de costume: Essa garota não é de se jogar fora não, eu preciso conhecer o seu trabalho, e me surpreende! Sua sensibilidade pra cantar e a maneira na qual expressa seus sentimentos em forma de canção mostrou pra mim uma boa sensibilidade artística. Não a artista sem sensibilidade e muito menos arte. 

Nem todas as canções mantem a mesma qualidade de Birds of A Feather seguida pela Wildflower e Ther Greatest, mas isso para os meus ouvidos, para o seu outras faixas podem até soar melhores que essas ou não. Hit Me Hard and Soft merece 8,8. É uma excelente álbum de musica pop lançado esse ano e o melhor que ouvir até agora.


quarta-feira, 8 de maio de 2024

Duda Beat: Tara e Tal - Regional e Alternativo Como Sempre

Não é de hoje que gosto dessa guria, desde que ouvi o seu pop alternativo com pegada de Manguebeat. E o Beat no nome não é atoa. O Beat vem do movimento Manguebeat que foi um movimento de contracultura nascido lá nós anos 90. 

E como somos mais ou menos ali da mesma época. Eu de 84 e ela de 87. Duda conseguiu pegar um pouco dessa influência do Manguebeat e do Chico Science. O seu principal representante e idealizador. E ao saber que ela gosta e foi influenciada por Chico Science eu tive mais carinho por essa guria. Chico foi e é um dos meus artistas nacionais favoritos. 

Duda disponibilizou em seu canal no Youtube o seu novo álbum intitulado de Tara e Tal. E como já tinha ouvido todos os seus álbuns anteriores, resolvi conferir o seu novo trabalho. E me surpreendi pôs no meio nacional de cantoras pop e empoderadas Duda é a melhor. Por quer ela não muda de forma negativa se distanciando de suas origens. Isso as vezes é extremamente negativo para a carreira de um artista. Duda é empoderada, mas continua regional e alternativa. Sem deixa de lado as suas raízes culturais. 

O álbum é bom com uma boa produção de sonoplastia, ótimos efeitos sonoros. Soa com tudo aquilo que me fez gostar de Duda, que é soar de forma alternativa e regional. Musicas com ótimas batidas e que soa aos meus ouvidos como tecno, dance, baladas, mas todas sem deixar de lado o que é ela. Sem deixar de carregar as suas origens musicais. Sem deixar de ser alternativa, sem deixar de soar como musica regional. Duda carregar também e de forma muito boa a influencia do pop, da MPB e de outros estilos. Mesclando tudo de forma inteligente e muito boa. Resultando em um pop alternativo bem produzido e muito bom. Duda mesmo não sendo uma representante direta do movimento Manguebeat, ela carrega isso muito bem em sua alma. Homenageando de forma muito positiva as suas raízes culturais. E tudo isso se encontra em seu novo álbum com letras e poesias nada ruins.

Gosto muito quando a musica soa simples como era alguns gêneros como o brega, o calypso, samba, lambada e outros gêneros populares, mas sem estrelismos. Ex: Wanderley Andrade é simples já Calypso (Banda) parecia o Kiss, que fazia eu não curti ou não gostar tanto, mas minha mãe gostava. E Chimbinha é um baita guitarrista de ritmos latinos. Esse novo álbum de Duda merece no mínimo uns 7,5.   


 

sexta-feira, 29 de março de 2024

Ariana Grande - ​Eternal Sunshine 2024 Madura e Cantando Melhor

Que Ariana Grande é uma ótima cantora isso eu não posso negar, mas o seu trabalho nunca me agradou tanto, pelo menos o que eu busquei ouvir pra ver se de alguma forma eu iria gostar. Coisa que não aconteceu por quer Ariana soava muito teen ou adolescente por meu gosto, mas desde que a ouvir, Ariana como cantora ganhou o meu respeito. E em 2024 ela retorna depois de alguns anos sem lançar algum álbum, mas madura e cantando melhor do quer nunca. Usando mais graves apesar que a voz dela é essa mesma, mas ela está cantando de forma mais madura e com mais graves.

Eternal Sunshine é um álbum que transpira o bom e velho R&B o que por isso algumas faixas não me agradou tanto, mas não por ser ruim, muito longe disso, mas por não trazer algo a mais do que R&B cantado por uma cantora competente. O álbum novo da Ariana é bom, mas R&B é algo que já ouvir aos montes e agora só muda que é na voz da Ariana, que por ser uma cantora americana, tá certa em trazer o que faz parte da sua cultura. Faltou um pouco de hip-hop como era de costume nós álbuns de R&B nós anos 90/2000. Ariana tem uma vasta experiencia com musical e como solista em diversas sinfonia. 

E ela apostou com tudo no R&B dessa vez. Eternal Sunshine é um álbum muito bem produzido. Um álbum solido e competente que traz o que propõem e com qualidade. Pôs de um lado temos uma ótima produção e do outro uma cantora de altíssimo nível. E a faixa a Yes, And? se tornou uma das minhas favoritas por se destacar das demais. Sendo aquela mais dance music o que me soou mais como Madonna, nós seus tempos de gloria do quer para o puro R&B. E Ariana está espetacular nessa faixa alem da faixa We Can't Be Friends. Ela já mostrou que é uma excelente cantora e tem tudo para afastar aquela imagem de estrela teen. Eternal Sunshine é um álbum que mostra o crescimento e o amadurecimento de Ariana Grande.

 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2024

A Importância da MTV Brasil nos Anos 90 até o Início dos Anos 2000

A MTV Brasil, inaugurada em 20 de outubro de 1990, desempenhou um papel crucial na cultura brasileira, especialmente durante a década de 1990 até o inicio dos anos 2000. Lembro hoje do baque que foi na minha vida o meu primeiro contato com a emissora lá em 1996. E de como aquilo foi tão impactante e influente na minha  vida. Pôs foi na MTV onde vim conhecer mais a fundo bandas e artistas consagrados. Nomes como: The Doors, Pink Floyd, Bob Marly, The Clash, Beatles, John Lennon, Jim Morrison, Bob Dylan, Kurt Cobain e brasileiros como Cazuza, Renato Russo e tudo isso foi muito influente em minha vida. Tanto artisticamente como em comportamental na minha juventude. Alem de eu ter aprendido sobre o mercado fonográfico e também sobre musica. E conhecido VJs que marcaram a emissora como o próprio Marcos Mion; e moçoilas como Sabrina Parlatore e Sarah Oliveira, no auge da sua beleza. 

Agora o por quer que essa emissora musical deixou uma marca tão significativa: 

Revolução no Comportamento Jovem: A MTV entrou no ar para fazer uma verdadeira revolução no comportamento dos jovens brasileiros. Seu estilo maluco, anárquico e inovador cativou uma geração ávida por novidades.
Campanhas de prevenção à AIDS, como as famosas “Use Camisinha” e “Não Vá na Onda”, foram veiculadas pela MTV, contribuindo para conscientização e mudança de atitudes.

Conexão Música e Imagem: Nos anos 1980, o universo pop já associava música e imagem. A MTV chegou ao Brasil para consolidar esse canal de comunicação visual com os jovens.
A imediata sintonia entre a MTV e o público-alvo legitimou o investimento. A emissora se tornou um espaço para ouvir músicas e ver clipes, algo que até então era inédito na TV brasileira.

Clipes como Estrelas: A MTV foi fundamental para o sucesso de bandas e cantores associados à estética pop. Aparecer na MTV com um clipe bem conceituado era decisivo.
Bandas brasileiras dos anos 1990, como Skank e O Rappa, entenderam a importância de clipes bem produzidos e investiram nessa mídia.

Programas como Motor da Indústria Musical: Os programas da série Acústico MTV impulsionaram carreiras que pareciam ter perdido fôlego inicial. Titãs e Kid Abelha são exemplos.
A propagação dos clipes, sempre as maiores estrelas da MTV, fez da emissora um motor para a indústria da música pop, englobando gêneros como rock, rap, funk e reggae.

Internet e Mudanças: A MTV prosperou antes da internet em larga escala. Ela conectou jovens que falavam a mesma língua pop e ouviam os mesmos discos.
A partir dos anos 2000, com a expansão da rede e a criação do YouTube em 2005, tudo mudou. A MTV perdeu o sentido e, infelizmente, foi extinta em 2013.

Em resumo, a MTV Brasil foi muito mais do que uma emissora musical. Ela moldou a cultura, influenciou comportamentos e deixou uma marca indelével na memória dos brasileiros. 🎶📺🇧🇷

quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Mariah Carey - Music Box: 30th Anniversary Edition, Um Registro Maravilhoso e Nostálgico!

 

Music Box completa 30 anos e pra comemorar isso Mariah lança esse presente aos seus fãs. Uma edição especial três em um, formando um verdadeiro registro espetacular do talento vocal dessa maravilhosa cantora. Nós seus primeiros auge cantando espetacularmente divino. Dando início a tudo que ela viria a conquistar nos anos seguintes em sua carreira de artista da voz. Dando verdadeiras aula de canto.

Mariah foi e é dona de uma das vozes mais belas que já ouvir em minha vida. Não seria exagero dizer que é a voz feminina mais bela ou linda que já ouvir. Mariah também passou por altos e baixos, mas foi poucos os fracassos na vida dessa cantora espetacular. Tirando álbuns como Glitter e Charmbracelet que não obteve uma boa aceitação, mas qye nem de longe foram álbuns 100% ruins. Mas foi em 2005/2006 que ela voltou como uma fênix no meu album favorito de toda sua carreira. Que foi o sensacional Emancipation of Mimi.

Que já trazia o som mais moderno longe daquela sonoridade do inicio dos anos 90 mas com um punhado de excelentes faixas. Emancipation of Mimi brilhou fazendo sua diva brilhar novamente. Voltando com tudo ao topo das paradas com vários hits sendo um deles a maravilhosa We Belong Together. Mariah acumulou uma vasta experiência de canto sendo suas canções não fáceis de cantar pra qualquer cantor. E em Emancipation of Mimi ela faz isso com maestria. Sua carreira foi musicalmente rica em termo musical, tendo uma discografia incrível. Acho que Mariah superou Whitney outra que adoro, mas Whitney caiu muito por causa das drogas. Mas Mariah souber bem  administrar sua carreira e crescer como artista e como a grande e brilhante cantora que sempre foi. Mariah não beirou a perfeição ela foi praticamente perfeita. E nada como matar a saudade ou relembrar os primeiros auge dessa cantora espetacular com essa edição de aniversario do seu  maravilhoso e também espetacular album Music Box.



quinta-feira, 9 de fevereiro de 2023

Samara Joy Linger Awhile, Um Excelente Album de Jazz

Como é incrível a internet pôs na internet uma coisa leva a outra. A derrota bem merecida da Anitta me fez conhecer uma cantora de Jazz de 23 anos que soa como as grandes divas do Jazz. Samara Joy me fez lembrar de cantoras como Ella Fitzgerald, Sarah Vaughan, Billie Holiday. Jazz é musica antiga. O Jaz faz parte das raízes da musica negra norte americana. Jazz carrega em si uma elegância e um ar de sofisticação. E o grande diferencial dela pra Anitta além da diferença descomunal em se tratando de talento vocal. É que Samara Joy traz suas raízes. Já Anitta estraga o POP gringo norte americano. Quem vem de fora achando que vai encontrar a verdadeira musica brasileira. Acaba se deparando com que já existe lá fora só que na maioria das vezes de forma pior.


Anitta não carrega nada de brasileiro com ela seja antigo ou novo. Já Samara Joy  traz as raízes de uma garota nascida no bairro do Bronx que herdou em si as raízes do Jazz Nova Iorquino. Já Anitta que trazia a degradação do Funk Carioca a única coisa que podemos chamar de brasileiro que Anitta trazia consigo. Até isso que não serve de motivo de orgulho foi deixado de lado. O próprio Funk atualmente virou uma espécie de POP da pior qualidade possível. Um POP descarado e esdrúxulo. E não posso livrar a musica POP como um todo.  Não é de hoje que a qualidade da musica POP internacionalmente caiu drasticamente. Claro que ainda tem os grandes artistas já consagrados e grandes revelações no cenário POP mundial. Mas na maioria das vezes o que vemos em evidencia é musica de péssima qualidade. 

No inicio dos anos 2000 a musica POP se encontrava em uma ótima estação. Com ótimos artistas musicais inovando no cenário POP e trazendo um trabalho bacana. Na metade da 2000 não tão inovador, mas a musica POP rendeu  bons álbuns e bons hits musical. Já hoje vemos uma enxurrada de artistas medíocres cantando a mesma coisa. E nesse cenários musical caótico da musica POP me deparo com uma cantora de Jazz, simplesmente excepcional. Falando do talento vocal dela em cantar um Jazz puro simplesmente raiz. Ao contrario do que fez a Amy que era britânica e que mesclou no seu Jazz outros gêneros musical. Mas que nem por isso deixava de ser um trabalho musical muito bom. 

Já Samara Joy até o momento soa com um Jazz puro, raiz, que me fez voltar no tempo como nós anos 50 e ouvir cantoras como Ella Fitzgerald. E eu assistir a sua apresentação no Grammy e fiquei impressionando com seu talento vocal. E de sua presença de palco dando pra sentir que cantar Jazz é o que ela gosta de cantar. Que cantar Jazz é sua praia. E pra cantar Jazz tem que saber cantar. E como um estilo musical antigo. Quando o Jazz moderno de nomes como Barney Kessell, estava na moda, surgia a Bossa Nova. E o Jazz e a Bossa tiveram um caso de influência recíproca. Segundo o próprio Tom Jobim. A harmonia sofisticada da Bossa influenciaram o Jazz.

Fui procurar ouvir o primeiro album da Samara Joy e me deparei com um album de Jazz bem produzido. Tem a parceria dela com o artista musical Pasquale Grasso, um guitarrista italiano muito talentoso. Não vou falar de cada faixa, mas sim o que achei do album como um todo. E o album Linger Awhile é um excelente album de Jazz. Que soa sofisticado, puro e raiz. Tudo isso graças ao talento vocal da Samara Joy, que ao meu ver é a melhor cantora de Jazz atualmente. Pôs eu não conheço outra atualmente a se destacar a sim pela qualidade vocal. Linger Awhile é um album facilmente de nota 8 a 8,8.

domingo, 9 de outubro de 2022

Skid Row The Gang's All Here (2022) Uuuaaauuu!!!

Uau! Que álbum maravilhoso que chega ser inacreditável de produzido pôs é um álbum 100% hard rock na veia como nós  saudosos anos 80. E o álbum simplesmente me transporta para lá. Uma época que não cheguei a pegar quase pôs nasci em 1984 então eu era bem criancinha no final dos anos 80 pra início dos anos 90. Mas lembro da saudosa programação das rádios naquele tempo que era recheada de musicas que variava do rock nacional do RPM e ao hard rock do Stryper e muito mais.

Esse é álbum é tudo aquilo que faltou no ultimo do Ozzy, o Patient Number 9, que até no titulo o álbum é ridículo. Esse novo álbum do Skid Row, tem pegada, atitude, ousadia, sex appeal e claro muito rock n roll. Soou pra mim como uma volta ao passado quando o hard rock dominava a programação musical, seja nas rádios ou na tv. Todas as faixas do álbum carrega essa sonoridade com tom de nostalgia. E de forma tão magistral que soa como um som novo, mas sem perder a qualidade dos bons e velhos tempos do hard rock. Um álbum incrível de tão bom; e que mostra que a banda ainda pode trazer um som bacana soando atual ou novo, mas sem perder a qualidade da sonoridade raiz do bom e velho hard rock. Um álbum imperdível para fãs da banda e amantes de um bom rock n roll.